quinta-feira, 30 de julho de 2009

Comida Orgânica versus Comida Vulgar

British Broadcasting Corporation

BBC News Updated every minute of every day

Organic 'has no health benefits'

Fruit and vegetables
More than 50 studies were included in the review

Organic food is no healthier than ordinary food, a large independent review has concluded.

There is little difference in nutritional value and no evidence of any extra health benefits from eating organic produce, UK researchers found.

The Food Standards Agency who commissioned the report said the findings would help people make an "informed choice".

But the Soil Association criticised the study and called for better research.

Researchers from the London School of Hygiene and Tropical Medicine looked at all the evidence on nutrition and health benefits from the past 50 years.

Without large-scale, longitudinal research it is difficult to come to far-reaching clear conclusions on this, which was acknowledged by the authors of the FSA review
Peter Melchett, Soil Association

Among the 55 of 162 studies that were included in the final analysis, there were a small number of differences in nutrition between organic and conventionally produced food but not large enough to be of any public health relevance, said study leader Dr Alan Dangour.

Overall the report, which is published in the American Journal of Clinical Nutrition, found no differences in most nutrients in organically or conventionally grown crops, including in vitamin C, calcium, and iron.

The same was true for studies looking at meat, dairy and eggs.

Differences that were detected, for example in levels of nitrogen and phosphorus, were most likely to be due to differences in fertilizer use and ripeness at harvest and are unlikely to provide any health benefit, the report concluded.

Gill Fine, FSA director of consumer choice and dietary health, said: "Ensuring people have accurate information is absolutely essential in allowing us all to make informed choices about the food we eat.

"This study does not mean that people should not eat organic food.

"What it shows is that there is little, if any, nutritional difference between organic and conventionally produced food and that there is no evidence of additional health benefits from eating organic food."

She added that the FSA was neither pro nor anti organic food and recognised there were many reasons why people choose to eat organic, including animal welfare or environmental concerns.

Dr Dangour, said: "Our review indicates that there is currently no evidence to support the selection of organically over conventionally produced foods on the basis of nutritional superiority."

He added that better quality studies were needed.

Peter Melchett, policy director at the Soil Association said they were disappointed with the conclusions.

"The review rejected almost all of the existing studies of comparisons between organic and non-organic nutritional differences.

"Although the researchers say that the differences between organic and non-organic food are not 'important', due to the relatively few studies, they report in their analysis that there are higher levels of beneficial nutrients in organic compared to non-organic foods.

"Without large-scale, longitudinal research it is difficult to come to far-reaching clear conclusions on this, which was acknowledged by the authors of the FSA review.

"Also, there is not sufficient research on the long-term effects of pesticides on human health," he added.



quarta-feira, 29 de julho de 2009

«PÉROLAS DA MÚSICA» Tom Waits - Waltzing Matilda live 1977

TIME MAGAZINE: «Rise of the Zombies» by Johannes Eisele/Reuters

http://img.timeinc.net/time/photoessays/2009/zombies/zombies_01.jpg

"PARA LER NA PRAIA" - «Imperatriz» de Shan Sa

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De seu nome próprio «Yan Ni» que escolheu como pseudónimo Shan Sa, que significa "sussurro de vento", nasceu em 72 em Beijing, começou a publicar poesia com 8 anos de idade e aos 15 anos recebeu um prémio de poesia. Ficou muito chocada com os horrores de Tien An Men em 1989 e partiu para Paris, onde se juntou ao seu pai, apenas com 17 anos. Estudou filosofia e sociologia na École Alsacienne.
Em 1997, com o seu segundo livro, "Porte de la paix celeste", conseguiu a Bolsa Gongourd para 'Primeiro Romance'. Em 1999, "Les quatre vies de saule", conseguiram-lhe o Prix Cazes.
Editando um livro por ano, como é tradição intelectual, em 2000 escreveu "Le vent vif et le glaive rapide"; em 2001, "The Girl Who Plyaed Go" e em 2002 "Le miroir du caligraphe".
«Imperatrice» surgiu em 2003 e é um grande romance, frondoso e enérgico: a história de uma mulher que vem do povo e que concentrará nas suas mãos mais poder do que qualquer outra antes dela.
Passa-se no século VII, em plena dinastia Tang, a história desta mulher que se torna Imperatriz Suprema da China, desafiando o poder dos homens e os tabús de toda uma época.
Escolhida aos 13 anos para ser concubina na Cidade Proibida, acabaria por marcar o seu tempo de forma fulgurante.
Com ela, e através dela, a China viveu um dos períodos mais esplendorosos.
Livro interessantíssimo para ser lido na praia a ouvir «o sussuro do vento» e o murmúrio do mar.

terça-feira, 28 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

REGINA

http://images.studioaimy.multiply.com/image/1/photos/upload/300x300/R1bLNAoKCsYAAHPjOy01/DSC_5348.JPG?et=P4A%2B%2BSoxqTPNgCl8qNGT%2BA
Regina podia estar sentada naquela varanda sobre um rio verde e tranquilo, vendo como os hóspedes comiam as trutas ainda cóscoras da recente fritura. Ela reparava nos seres racionais e insensíveis, via-os pregados nas suas leis, atentos aos seus talheres como se deles dependesse qualquer promoção. Entre a manhã e a tarde, todas aquelas pessoas dominavam o talento, para parecerem próximas de vulgares possibilidades. Regina, recortada no trajecto psicológico de Musil, sorria afavelmente. Pareceu-me uma mulher jovem demais, vulnerável porque assim se adornava de inexperiência. Mas, na realidade, ela possuía poderes inconcebíveis; não esquecera os dons com que nascera e com que cada mortal vem a este mundo.
«Regina --- disse eu ---, tens algo de exagerado para pensar acerca de todos nós?» Ela virou-se na cadeira, e o seu pé escorregou, o que a fez perder o equilibrio e parecer inábil; sempre era desajeitada com os gestos mais comuns e que toda a gente era capaz de executar sem falhas. Isso tornava-a imediatamente candidata a um certo desprezo, que no entanto lhe era poupado no último momento, porque Regina não suscitava a continuidade de qualquer sentimento que pudesse nascer por ela e desenvolver-se contra ela. Sorriu com estranha mansidão e acanhamento. Mas eu conhecia-a bem. Ela não deixava que ninguém ficasse parado numa pequena experiência de momento. Arrancava da profundidade as terríveis faculdades que as pessoas não tinham coragem de assumir, mas que lhes pertenciam.
«Todo o meu medo consiste em não ficar só, em que aproximem de mim como um peixe de um cadáver.» (...)
O restaurante estava cheio, e numa das mesas comiam seis alemães, com ordenada curiosidade, o prato regional que tinham encomendado e que o guia lhes aconselhara. De repente, um deles sentiu o olhar de Regina, perverso de tão destituído de intenção; e perturbou-se.
Tentou munir-se de rancor e de desdém, mas ela não correspondia a nenhuma dessas situações. Era transparente até à renúncia de todo o sentimento. O rapaz ficou subitamente desesperado. Regina voltou timidamente o rosto, e eu percebi que ela dava por encerrado aquele pequeno massacre do entendimento humano.
«Não deves tratar-nos assim, Regina; todos temos direito à nossa naturalidade.» Ela estava preocupada com a madeixa de cabelo escuro solta do gancho, e tentata remediar esse desarranjo; não me respondeu. Insisti: «Regina, o reverso dos teus hábitos é para ti uma culpabilidade. Por isso nos rejeitas a todos».
«Não --- disse ela, discretamente ---, eu só revelo as cenas de anti-amor que desempenhamos todos». (...)
Excerto de «Regina» in "Conversações Com Dmitri E Outras Fantasias"
de Agustina Bessa-Luis


domingo, 26 de julho de 2009

Karunesh - Heart Chakra Meditation

sábado, 25 de julho de 2009

SUMMERTIME... WHEN THE LIVING IS EASY

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

OS FLASHES DE HOLLYWOOD NOS CÉUS DE SINES

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Este ano o "grande líder" da CMS resolveu levar ao ridículo o Festival das Músicas do Mundo, instalando Sky Spots --- holofotes para o céu --- como nas grandes iniciativas Hollywoodescas, mas a partir do Castelo de Vasco da Gama.
É um bocado labrego, não é? Mas enfim, gostos não se discutem!


LIVROS PARA FÉRIAS - «Um Cântico Para São Leibowitz»

 leibowitz Walter Michael Miller Ficcao Cientifica Livro Referencia isaac Asimov Robert Heinlein  Blog.Uncovering.Org Leibowitz Picture2-2

Pleno de actualidade, "Um Cântico para Leibowitz" (A Canticle for Leibowitz, 1959), longe de ser somente uma das melhores obras pós-apocalípticas da FC, é um retrato brilhante do paradigma tecnológico da Humanidade e um relato contundente da eterna luta entre os valores da Ciência e da Religião.

A obra épica de Miller não é uma alegoria política, mas a ilustração cabal de que aqueles que falham em aprender com a História estão condenados a repeti-la.

Na primeira parte, “Fiat Homo” ["Let There Be Man"], o cenário é a idade das trevas, 600 anos depois de uma guerra nuclear; o mundo destruído é aterrorizado por bestas, mutantes e salteadores. O conhecimento está misturado com mitos e os mosteiros católicos preservam resquícios indecifráveis da antiga civilização. Basicamente, durante esse período, não há salvação fora da Igreja Católica. Na Abadia de São Leibowitz os monges copiaram, gerações após gerações, as recordações de Leibowitz, sem entender o seu significado. Leibowitz é considerado um santo, mas ironicamente, é somente um Técnico de Electrónica judeu e os seus tão idolatrados textos são listas de mercearia, um bilhete de lotaria e desenhos de sistemas de controle eléctrico. O Irmão Francisco, um jovem monge, encontra um desenho técnico, que está incluído nas relíquias de Leibowitz e morre violentamente quinze anos mais tarde.

 leibowitz Walter Michael Miller Ficcao Cientifica Livro Referencia isaac Asimov Robert Heinlein  Blog.Uncovering.Org Leibowitz Picture1-1

“Depois de tirar o último tabuleiro, o noviço tocou os papéis reverentemente: apenas um punhado de documentos, mas na verdade um tesouro, pois tinham escapado das chamas ferozes da Simplificação, quando até as Escrituras Sagradas se tinham contorcido enegrecidas e dissipado em fumo, enquanto as turbas ignorantes urravam e saudavam aquilo como um triunfo.

Segurou os papéis como se seguram as coisas sagradas, protegendo-os do vento com o hábito, pois estavam frágeis e quebradiços devido à antiguidade. Havia um certo número de desenhos esboçados e de diagramas.

Havia também notas feitas à mão, dois grandes papéis dobrados e um pequeno livro intitulado ''Memorando".

Examinou primeiro as notas. Tinham sido rabiscadas pela mesma mão que escrevera a nota colada à tampa, e a letra não era menos abominável. "Libra de pastrami", dizia uma nota, "lata de kraut, seis bagels — tragam para Emma."

Outra continha um lembrete. "Não esquecer de apanhar o formulário 1040, Renda do Tio." Outra, nada mais era que uma coluna de algarismos com um total dentro de um circulo do qual um segundo total era subtraído, com uma percentagem seguida da palavra "bolas!" O Irmão Francis conferiu as contas. Pelo menos, nenhum erro havia na aritmética do escriba abominável, mas nada podia deduzir a respeito do que poderiam representar aquelas quantidades. Tomou o Memorando com especial reverência, porque o título sugeria Memorabilia. Antes de abri-lo, persignou-se e murmurou a Bênção dos Textos. Mas o pequeno livro foi um desapontamento. Esperara encontrar páginas impressas, mas só havia listas de nomes e lugares, números e datas escritas à mão. As datas cobriam a última parte da quinta e o princípio da sexta década do século XX. Outra vez firmava-se a sua ideia de que o que havia no abrigo vinha do declínio da Idade da Luz. Uma descoberta realmente importante.”



Lisa Ekdahl

A «mulher com voz de criança» este ontem à noite no COOL JAZZ FEST em Cascais. Um deslumbramento!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O MAIOR ECLIPSE DO SÉCULO

http://www.telegraph.co.uk/telegraph/multimedia/archive/01446/solar-eclipse_1446966c.jpg
O maior eclipse de Sol do século visto na Nova Zelândia e LesteÁsia por mais de 2 mil milhões de pessoas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Penguin Cafe Orchestra

O minimalismo no seu melhor!

domingo, 19 de julho de 2009

LEITURAS DE FÉRIAS

Le Monde
19 juillet 2009

simenon-par-raymond-moretti.jpg« Centre névralgique de la Brigade criminelle, le palier du troisième étage était un lieu de passage obligé pour qui désirait connaître les dernières nouvelles. Les notes de service et autres télégrammes étaient punaisés sur les murs, une vieille armoire vitrée présentait les produits vendus par l’amicale (…) Il faisait bon vivre dans ce service. Des flics s’interpellaient à qui mieux mieux, d’autres se lançaient des vannes après s’être serrés la main… »

Hervé Jourdain est capitaine de police à la brigade criminelle et au fil des pages, dans son roman (policier, évidemment), Sang d’encre au 36 (éd. Les Nouveaux auteurs), il nous invite au sein d’un groupe d’enquêteurs. Et nous nous retrouvons un peu comme un stagiaire qui suit la progression d’une enquête criminelle – de l’intérieur. Et quelle enquête !

Tout démarre avec le meurtre du surveillant d’un collège de banlieue : deux balles à bout portant, tirées par un mystérieux motard. Une scène de crime sur le trottoir, et pour les policiers, le même scénario que d’habitude : « Identifier le cadavre, entendre les témoins, annoncer la mort aux proches, assister le médecin légiste lors de l’autopsie, tirer les ficelles, confronter les idées, monter le dossier, vérifier les alibis, travailler les pistes, mettre hors d’état de nuire, obtenir les aveux (…) Des jours de labeur, des nuits d’insomnies et de doutes. »

Mais cette fois, ce qu’ils ne savent pas encore, c’est que ce mort est le premier d’une longue liste et qu’ils partent à la chasse d’un serial killer…

Et on va les suivre, tout au long de leurs recherches, même si elles ne mènent à rien, comme c’est souvent le cas dans la réalité. « La nouvelle enquête de voisinage n’avait rien donné, malgré la vingtaine d’hommes déployés durant quatre heures (…) Les flics n’apprirent que des broutilles. »

Pas de héros dans cette histoire, mais un travail d’équipe. C’est un peu du Ed McBain à la française, sauf qu’ici on côtoie les techniques les plus modernes. Le tueur vient chatouiller l’un des enquêteurs sur son blog en utilisant l’adresse georges-simenon@hotmail.fr, mais « il y avait autant de protocoles Internet que d’échanges avec son blog » car le lascar piratait des liaisons Wi-Fi non sécurisées (aïe la loi Hadopi !).

Simenon, sa vie et son œuvre, c’est un peu le fil de cette histoire - mais les « seigneurs du 36 » mettront un certain temps à le comprendre.

L’auteur ne nous épargne dscn2879.1247991254.JPGrien. Il nous entraîne à l’institut médico-légal : « Chaque organe était retiré et pesé par l’aide technique, avant d’être déposé sur une planche en bois, découpé en fines lames, puis étudié par le médecin légiste. Un prélèvement était systématiquement mis en tube. Les restes étaient remisés dans un seau de cinq litres coincé entre les jambes du défunt, avant que le contenu soit reversé dans son habitacle, en attente de la couture. »

Hervé Jourdain est entré dans la police à l’âge de vingt ans. Gardien de la Paix en banlieue parisienne, au bout de 4 ans, il a rejoint les RG, à la 4° section, celle qui s’occupe des « phénomènes de société ». En 2001, une fois son grade de lieutenant en poche, il a intégré un groupe de la brigade criminelle. C’est la découverte de Thierry Jonquet, m’a-t-il dit, qui lui a véritablement donné envie d’écrire : « Car auparavant, j’étais persuadé qu’il était impossible de décrire un groupe d’enquête. Jonquet a été le déclic, d’autant que j’arrivais à saturation lorsque je lisais les polars vantant les flics ou enquêteurs solitaires, borderline, effectuant des miracles malgré des pressions de toutes parts ».

C’est son troisième roman. Le premier, si j’ai bien compris, est resté dans un tiroir ; le second comptait parmi les finalistes du Prix du quai des Orfèvres, mais il n’a jamais été publié ; et celui-ci, Sang d’encre au 36, a obtenu le prix des lecteurs de VSD.

sang-dencre-au-36.1247991421.jpgFranchement, ce livre, c’est tout gagnant. Pas de petits génies, pas de « Mais oui, bien sûr ! », pas de renversement de dernière minute, mais le travail rigoureux d’un groupe d’enquêteurs de la crim’ qui s’accrochent à leur affaire, qui veulent la sortir à tout prix, qui sont même prêts à renoncer à leurs vacances, et qui, le nez dans le guidon, passent parfois à côté du petit détail qui pourrait changer tout.

La vraie vie, quoi !



sábado, 18 de julho de 2009

O SANTÍSSIMO QUADRILÁTERO

http://www.seorefugee.com/seoblog/wp-content/algorythm.jpg
A Internet ultimamente tem andado num grande frenesim por causa da Wikipedia, a enciclopédia livre da internet, com a Web 2.0 e o novíssimo Citizendium (compêndio dos cidadãos, para substituir a Wikipedia que, muitos intelectuais dizem ter sido devassada e não dar informações seguras.
Mas ninguém fala do Google, essa máquina de busca maravilhosa que tem fascinado toda a gente --- eu incluído --- pela sua extraordinária e até miraculosa eficácia.
Os americanos, como de costume, resolveram abrir uma Igreja: GoogleChurch.com. Denominaram-na de «Googleonia», e anda tudo muito contente angariando filósofos e pensadores para saber qual será a base transcendental e teológica da máquina!
Ainda assim, já adiataram alguma filosofia ao fenómeno tipo «a Googleonia é destituída de pares de opostos, por isso a dualidade da vida é eliminada...».
Toda a gente minimamente sensata se questiona como uma máquina cibernética, um colossal dicionário, uma majestosa enciclopédia prática, de um dia para o outro se transforma em Deus. A resposta é simples: SÓ NA AMÉRICA.
Os «cartoonistas» é que não tem perdido o seu tempo e o contributo tem sido absolutamente hilariante. Desde desenhos sobre a Santíssima Trindade a informar o Vaticano que tinham passado a «Quadrilátero».... até ao velho Pai dos Céus a interrogar a Pomba se tinha dormido com um computador! Há cartoons imperdíveis sobre aquela monstruosa máquina que tem vindo a pouco e pouco a causar grande inquietação junto dos seus pares. Mesmo William Henry Gates III, tantas vezes apelidado de anti-cristo, ou da Besta do Apocalipso, A MICROSOFT, entraram em pânico e desenvolveram a sua própria máquina de busca, espremidos que estavam entre a publicidade da Overture e a máquina de busca da Inktomi.Logo que teve oportunidade, a Yahoo, tentando desesperadamente equilibrar os pratos da balança, para evitar a concorrência, comprou a Teoma/AskJeeves, que surge com inusitado vigor no mercado.
A nova máquina da Microsoft é o resultado de vários anos de experiência com o seu novo «crawler» e pretende, com a sua ganância impiedosa, fazer ao Google aquilo que já fez anteriormente à Netscape. Aliás, a Netscape deixou pura e simplesmente de existir a não ser como caixa postal. O browser foi desligado.
Mas o Google sentou-se no topo do mercado, de uma maneira aparentemente cândida, facultando de forma gratuita uma série de serviços e recursos gratuitamente que a tornaram não apenas a favorita, por simpatia dos utilizadores agradecidos, como eficaz pela rapidez dos resultados.
Nos últimos anos --- e estes dados estão já desactualizados --- a Google passou do processamento de 100 milhões de buscas diárias para mais de 200 milhões. Apenas um terço provém dos USA, os outros 2/3 são efectuados em 88 diferentes idiomas.
O crescimento exponencial da Internet, segundo a «VeriSign», que opera a maior parte da infra-estrutura da Net, diz que no ano 2000 processava por dia 600 milhões de pedidos de «domain», actualmente processa 9 biliões por dia  (estes dados já estão vastamente desactualizados porque mudam a todo o instante). Com a proliferação da rede sem fios «wi-fi» de alta velocidade, que pode aceder à internet em qualquer momento e em qualquer lado, como diz Alan Cohen da Airspace: «Se Deus não tem fios, a Google também não. Se Deus está em todo o lado, a Google sem fios também. Se Deus sabe tudo e vê tudo, a Google também».
O problema que aqui se coloca é que tanto eu, como o FBI, como qualquer terrorista, pode aceder a um número de informações detalhadas, correctas, perigosas ou não perigosas, de igual forma.
E, como é óbvio, surge de súbito o monstro aterrador da «Segurança». à sombra da Segurança mora sempre o Poder, e, o controlo efectivo do Poder, devassa, em nome de "valores que mais altos se alevantam", a vida privada.
A privacidade foi discutida ad nauseum em todos os "fora" da Net, em milhares de páginas de artigos de opinião em todas as línguas do planeta, sem qualquer eficácia visível.
Os «standards» foram mais ou menos respeitados --- veja-se a Alexa que foi a Tribunal e perdeu a causa por utilizar procedimentos que o Google usa actualmente --- até que o gigantismo do Google e a sua eficiência questionaram: «Como é que se faz?».
O que faz o Google com toda a informação que colecta? Como obtém a máquina resultados tão instantâneos e tão correctos? A simples explicação de que funciona ao mesmo tempo com inúmeras máquinas de busca a funcionar em paralelo, ainda que seja verdade, não elucida ninguém.
No passado a discussão sobre a privacidade na Web tinha como objecto principal a defesa do utilizador, o que mudou drasticamente desde o 11 de Setembro. Actualmente a «defesa» do consumidor, a sua privacidade, pode ser a sua ameaça. Tornou-se um paradoxo.
O Google, pelo seu lado, não se mostrou inclinada a declarar-se pelos direitos dos usuários face ao Governo Federal, que em Washington insiste pelo acesso aos dados guardados e à sua análise em nome da «segurança nacional».
Já não bastava o satélite «Echelon» que capta todas as emissões, desde cabos submarinos a telefones e computadores, inclusive conversas privadas de café; o que não seria ceder todos os dados guardados pelo Google para serem escrutinados arbitrariamente pela «Security» americana.
O Google não é diabólico em si mesmo, mas tem as suas particulariedades. Foi a primeira máquina de busca a utilizar um «cookie» que só expirava em 2038. E isto no tempo em que os próprios websites federais eram proibidos de utilizar «cookies» persistentes. E criou um standard. Actualmente, todas as máquinas de busca usam «cookies» eternos.
O Google também não nos diz para que quer os dados, nem durante quanto tempo os mantém guardados. Quando em 2002 o New York Times perguntou a Sergey Brin se alguma vez fora intimado para estas informações, nem obteve resposta à questão.
Com todas as inovações que acrescidas à barra de ferramentas - Google Toolbar - inova antigas versões sem nos consultar. Isto quer dizer que quem tiver, como eu, barra de ferramentas no seu browser, o Google tem acesso directo ao disco rígido do computador. Até a Microsoft, de cada vez que efectua um update, pergunta se desejamos instalar uma nova versão. O Google renova automática e silenciosamente. Deste ponto de vista, Google Toolbar pode ser considerada como um spyware, ainda que os nossos limpadores de spyware não a considerem como tal. Inteligente!
Actualmente o Google monopoliza 75% as referências externas de todos os sites da rede. Os Operadores de Rede não podem viver sem a aprovação do Google, se quiserem intensificar o tráfeco nos seus sites. Se tentarem tirar vantagens de algumas fraquezas dos algoritmos semi-secretos, o Google penaliza-os e o tráfico desaparece. Como não foram criados standards, não há apelo para os sites penalizados.
Com toda esta informação guardada sine dia e mais de 200 milhões de buscas diárias, o Google é uma bomba atómica à privacidade mundial.

João do O'Pacheco



All Glory Is Greedy

http://www.wargamesfactory.com/Images/jd_roman04.jpg
Quando um grande Comandante Romano entrava em triunfo na sua Biga nas grandes alamedas de Roma, celebrado por milhares de pessoas em euforia, depois das suas conquistas, levava atrás de si um escravo que lhe sussurava aos ouvidos continuamente as palavras «Toda a Glória é Passageira» ou «Toda a Glória é Gananciosa» --- as traduções aqui diferem substancialmente «tradictori... traductori» --- o traductor é sempre um traidor! Nunca saberemos das tradução inglesa ou a tradução portuguesa qual delas é a mais precisa . Eu sublinho mais a tradução inglesa. Por isso apresentei a alusão britânica no título porque a portuguesa é meramente poética. Os britânicos não se costumam enganar a nível de traduções latinas.
Ambas as ideias referem a alguém que saiu do comum da humanidade, que detenha a sua proximidade à r e não ascender à 'bebedeira' de se divinizar, ou melhor, a perder a razão por aquilo que actualmente apelidaríamos de «to be a star».
Mas o curioso nestas duas traduções da frase latina "Glória é Passageira» ou "Glória é Gananciosa" tem dois conceitos vastamente diferentes. Na primeira, é anunciado ao «Conquistador» que tudo é apenas uma ilusão, um fogo fátuo, um mero exercício de palco, quase uma encenação de um personagem no qual ele não cabe na pele, por ser um mero mortal.
Na segunda asserção a figura retórica é mais grave, é um aviso, porque lembra que 'essa personagem', criada pelo seu próprio orgulho, e reconhecimento popular, pode despoletar um desvario que permite pedir àquele povo que o idolatra o direito legítimo ou suposto de uma arbitrariedade.
É bom lembrar aos políticos estas coisas de vez enquando.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

CONVERSAS PERDIDAS NUMA NOITE DE VERÃO

http://www.theage.com.au/ffximage/2007/02/02/UniverseAP_070202030610544_wideweb__300x293.jpg
O mais espantoso do Verão é andarmos meio nús e esperar os amigos que chegam de longe.
O Sol é gracioso e as águas do mar ficam claras, azuis, transparentes, como nossas camisetas compradas recentemente.
E contudo, os amigos não chegam. Uns mudaram de paradeiro, outros simplesmente nos esqueceram, outros morreram, e não voltam mais aos locais onde a sua ligação foi anulada pelo sentimento ou pela impossibilidade.
Ficamos então sentados nas esplanadas dos Caffés fumando cigarros e bebendo whiskies, falando com o nosso cão, e pensando num sentimento de limpeza de unhas --- que é uma boa estratégia cénica num baixar de olhos para quem nos observa ---, e ouvindo conversas das mesas ao nosso lado, intrigas de telemóvel e trivialidades de sabonetes e loções para a praia.
Para dizer coisas é necessário «um poeta». Os cientistas andam tentando explicar em todas as bibliotecas do mundo o que pode ser compreendido em 3 linhas! Os politicos tornaram-se tão desapontantes como os mosquitos. São apenas uma chatice que nos insulta não apenas a pele como a mente, e a seguir o bolso. Não o 'bolso deles', é óbvio... simplesmente um nojo!
John Gribbin, o grande astrónomo e astrofísico da Relatividade diz que o «O Tempo é Elástico» é um fenómeno relativista de «encolhimento». O conceito é absolutamente extraordinário.
A corrente principal do pensamento cientifico moderno concorda hoje em que tanto o espaço como o tempo podem ser dilatados ou comprimidos, que o conceito de dois ou mais acontecimentoscorrendo «simultaneamente» não se pode verificar no universo real, e que mesmo a ordem pela qual esses eventos separados no espaço ocorrem depende do modo como são encarados.
Tudo isto são factos científicos sólidos e teoricamente comprovados. Para a maioria das pessoas o problema de se verem confrontadas com semelhantes ideias pela primeira vez, para acomodar este tipo de conceitos, como a dilatação do espaço ou do tempo, relacionando com a dilatação da mente, pode parecer deveras estranha!
Tudo depende dos conceitos que nos habituámos a encarar «lugares-comuns».
O senso comum --- isto é a experiência quotidiana --- diz-nos que os relógios em deslocação não se comportam de forma diferente da dos relógios estacionários.
Que uma régua de cálculo com um metro de comprimento tem sempre um metro. Por muito que se desloque ou por muito que seja medida!
A fluctuação do espaço não implica movimentos próximos duma fracção mensurável  da velocidade da luz, que ronda 30 milhões de centímetros por segundo.
Aqueles que têm medo da teoria da relatividade, tentaram descobrir «paradoxos» provocados pela aplicação das regras definidas por Einstein. Nunca foram bem sucedidos. O mais clamoroso destes paradoxos diz respeito a dois hipotéticos irmãos gémeos, um dos quais parte numa viagem espacial a alta velocidade. O irmão ficou na Terra afirmará que está em repouso e que o irmão em viagem é que está em movimento, estando como tal sujeito a um processo de retardamento do envelhecimento. O irmão verá o caso de maneira precisamente inversa, por isso qual dos gémeos envelhece mais devagar?
O paradoxo não tem razão de ser enquanto os dois irmãos se mantiverem a viajar a uma velocidade relativa constante. Cada um tem o direito à sua opinião, e não há qualquer padrão «absoluto» contra o qual se possam comparar os seus pontos de vista.
NÃO É CURIOSO QUE A REALIDADE SEJA APENAS UM PONTO DE VISTA.

excertos de «A Trama do Tempo»

PHD. John Gribbin

sábado, 20 de junho de 2009

Imagine

RECUERDOS... CARISSIMOS RECUERDOS!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

GENESIS - BACK IN N.Y.C. (THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY)

UMA «PÉROLA» QUE ENCONTREI NO.... YouTube...MUITO DE ACORDO COM OS MOMENTOS QUE VIVEMOS... EMBORA TENHA «MUITOS ANOS»........ A LETRA É BRILHANTE

quarta-feira, 10 de junho de 2009

10 de JUNHO - DIA DE PORTUGAL E DOS POETAS

10 de Junho .... em vez de Camões .... Ary dos Santos

<img style="cursor: -moz-zoom-out;" alt="http://www.cavalgar.com/nuke/modules/coppermine/albums/userpics/10148/normal_111%20%20%20cavalos%20selvagens.JPG" src="http://www.cavalgar.com/nuke/modules/coppermine/albums/userpics/10148/normal_111%20%20%20cavalos%20selvagens.JPG" />
<b>Cavalo à solta</b>

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 7 de junho de 2009

No dia de votar....


http://luradoslivros.files.wordpress.com/2008/01/poema-herberto-helder.jpg
Fiquem-se com algumas palavras de Herberto Helder...

(...) Eram rápidas, fortes, espaçosas
as noites do poder. O alimento vinha
com o apuro do mel. O dom
desenvolvia em mim esses mesmos rostos
abertos a meio, com a lua
e o sol dentro e fora.
Lanho a lanho
cerrara-se a carne em seu tecido
redondo.
(...) Alimentava-me
dos rostos atirados pela rede dos nervos
negros e as veias
até à raiz cravado
da voz
--- o terrifico
aparelho da fome. Toda a obra
Dói.
A memória maneja a sua luz, os dedos,
a matéria
(...) os espelos fechados
de repente vivos como oceanos sob
os antebraços, as mãos
(...)
excertos de «O Corpo O Luxo A Obra»
HERBERTO HELDER

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MARIA BETHANIA - CALICE

No Comments!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Hábitos Caninos

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O meu cão só dorme com a música de Steven Halpern ou Singh Kaur. Se eu não retirar o ruído da TV, ele coça-se e coça-se numa inquietação contínua. Claro, eu sei que o moço já está velhote, mas optar pelas melhores músicas, é estranho para um canídeo.
Eu costumo dizer que ele é um cão «telepata», porque percebe tudo o que eu digo, mesmo quando não o digo. Temos sinais determinados de mão, como para os surdos, que significam ordens - portanto não é necessário a ordem vocal. Ainda assim, ele entende visualizando, o que é extraordinário. Conhece os sentimentos das pessoas pelas expressões faciais. E mais não sei quantos milhões de odores que recebem continuamente e que nós não detectamos - desde a adrenalina do medo, e outras coisas mais espantosas que nós desde que deixámos de nos considerar «animais» já não temos a menor noção.
Talvez seja por esse divórcio da Natureza que tenhamos tanto empenho em tê-los presentes actualmente, mesmo sem necessidade, como se «eles» nos fizessem lembrar de algo.
Lembro-me em 82 quando estava em Bruxelles que a lei era tão rigida em relação a animais que, acaso fossem atropelados por um carro na rua, o julgamento era feito tal qual fosse uma criança!
Isso tornou-se assim porque os Belgas quando invadidos pelos Alemães na 2ªGG, quando não tiveram mais nada para comer........... comeram os seus cães! E jamais esqueceram isso.
Esta estranha «matilha» criada entre os humanos e os canídeos é muito difícil de explicar. Porque ambos temos hábitos idênticos de companhia e compartilhamento.
É interessante ler alguns estudos sobre «comportamento de matilha» e entendê-los na espécie humana.
Não sei quem se integrou em quê! Se foram os lobos que se transformaram em cães, para serem dóceis associados aos humanos, se os humanos foram feericamente buscar os lobos para compreenderem os seus próprios comportamentos. Seja como fôr, a sociedade resultou em amor!
O que é mais espantoso é que os cães nos entendem de uma maneira tão extensiva e quase telepática que conseguem detectar as pessoas de quem não gostamos... e ladram e afastam-nos!
É extraordinário. Mesmo que nunca tivessemos tido uma discussão com aquela pessoa, os cães sabem que «as suas vibrações» não condizem connosco. Mesmo que nunca a tenhamos conhecido... afastam-no de nós.
A inteligência canídea é algo cuja leitura é algo descurada.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Método de Leonardo da Vinci... segundo Paul Valéry (excertos)


(pag 80)... Viver, ou até viver bem, não passa para ele de um meio; quando come, alimenta também alguma outra maravilha que não a sua simples vida, e metade do seu pão é consagrado. Agir não constitui ainda senão exercício. Amar, não sei se lhe é possível. E quanto à glória, não. Brilhar diante de olhos estranhos equivale a receber deles o refluxo das jóias falsas.
(Paul Valéry)
 in Introdução do Método de Leonardo da Vinci

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O CASO DA PRAIA DA LUZ

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Eu acho inacreditável todas as TVs virem a público com este caso que faz hoje 2 anos. Desde a SIC Notícias, à BBC, à Sky News e a RTPn - com uma outra produção, feita pelos investigadores do ex-detective da Judiciária Portuguesa actualmente afastado do caso, e sobretudo do emprego - aliás, investigação que eu pessoalmente acho bastante esclarecedora.
A miúda desapareceu. Ponto final.
O «Circo» feito pelos seus progenitores é vastamente lamentável -- claro que o desatino da dôr é sempre explicável em comportamentos pouco compreensíveis. Mas é a primeira vez que vejo tais expressões sentimentais explícitas em britânicos desde os livros de Agatha Christie.
O meu coração está com os pais que perderam a sua menina.
Mas, por amor de Deus -- já que até foram ver o Papa -- deixem este dramatismo Shakespeareano, porque qualquer dia o «fundo milionário» acaba para encontrar a menina, e têem os dois que voltar a trabalhar.
Esta encenação não me convence, do todo!
Muito menos me convence, contratarem uma equipe de cinema para vir a Portugal, fazerem um filme para o Chanell 4, e encenarem a noite «do rapto» como se ele tivesse de facto existido.
Ninguém sabe o que se passou. Porque foi um «rapto»?
Os cães, vindos de Inglaterra, especialistas em mais de 400 buscas assertivas, cheiraram «morte» no quarto, na sala e no carro.
Eu não entendo como se pôde encerrar este processo e despedir o Inspector.





terça-feira, 12 de maio de 2009

Gabriel Garcia Márquez - «Memória das minhas putas tristes»

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(Pag 65)... Antes de me deitar arranjei o toucador, pus a ventoinha nova em lugar da oxidada e pendurei o quadro onde ela o pudesse ver da cama. Deitei-me a seu lado e reconheci-a palmo e palmo. Era a mesma que andava pela minha casa: as mesmas mãos que me reconheciam pelo escuro, os mesmos pés de passos leves que se confundiam com os dos gatos (...).
(Pag107)... Quando por fim consegui abrir caminho, encharcado em suor, através dos abraços e das fotografias, encontrei-me em frente com Ximenes Ortiz, como deusa de cem anos na cadeira de rodas. A sua simples presença impunha-se como um pecado mortal.
(Pag113)... Preparado para tudo naquela noite, deitei-me de barriga para cima à espera de dor final (...) Então apaguei a luz no último alento (...) e contei as doze badaladas da meia-noite, com minha doze lágrimas finais (...)
Gabriel Garcia-Marquéz
(excertos do livro) MEMÓRIA DAS MINHAS PUTAS TRISTES

domingo, 10 de maio de 2009

CARLY SIMON - You're So Vain

quinta-feira, 7 de maio de 2009

SCREENSAVERS

O mais belo «screensaver» - protecção de tela - do mundo ( GRÁTIS ) é o Euphoria do Linux. Já o uso faz mais de seis meses e ele surpreende-me todos os dias com novas construções cromáticas. É absolutamente deslumbrante.
Ainda não compreendi se o sistema é «inteligente» e se refaz a si mesmo, ou se foram construídas tantas composições que se vão alterando continuamente. Para mim é uma incógnita. Mas é um prazer visualizar aquela screensaver.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Gal Costa - Onde Deus Possa me Ouvir

E SE O QUE DESEJÁMOS... NUNCA ACONTECER?

http://www.scubagrl.net/Canyons_of_the_Moon.jpg
Há uma frase em Alta Magia que avisa: «Tem cuidado com aquilo que desejas, porque o teu desejo está na raiz quadrada da intensidade do objectivo». Claro, apenas se conseguires saber como desejar.... eheheheh!
«Desejar» não é simples! Quase ninguém está apto para lidar directamente com os seus sonhos. São apenas ideais, formulações de um mundo imaginário que vivemos na nossa mente, sonhos, ambições, recalcamentos das nossas frustrações que trazemos à tona do nosso consciente, naufrágios das nossas inúmeras tempestades.
O mais irónico é que quando sabemos «construir mentalmente o desejo»... raramente o executamos! É de uma pudicícia extrema. Nem para o mal, nem para o bem. Fica-se numa perspectiva de observador quase impedido do acto por uma qualquer moral geral que entendemos intrinsecamente.
No entanto, todos nós, de uma maneira simples, desejámos inúmeras coisas: ser rico, ter saúde, ou viajar para as Antilhas, e mesmo ter um grande amor, como nos filmes de Hollywood.
Muita das vezes não temos atenção às coisas que realmente «desejamos» inconscientemente e que fazem parte do nosso universo quotidiano.
Porque, por vezes infelizmente, os nossos desejos interiores tornam-se realidades concretas.
Tem piada, porque muitas vezes o que desejamos subconscientemente não corrobora a nossa decisão consciente. Não é nada prático e é vastamente inútil que aconteçam só aquelas coisas contrárias àquelas que previramos nos nossos sonhos.
Então, afinal, o que desejámos? O contrário dos nossos sonhos e ambições. Boicotamo-nos a nós mesmo?
Os psicólogos dizem que a ansiedade é um fenómeno contrário à concretização de um objectivo, por minar o caminho que atravessa. O Taoismo e o Zen dizem igual, que o acto puro descobre a verdade - seja ela o que fôr na sua resolução.
Mas, todos nós, educados e adultos, sabemos que «desejos» são objecto de alterar a Realidade à nossa função de ser e do nosso prazer.
Depende tudo de se achamos que o nosso «SER» merece usufruir esse prazer.
E quando, intrinsecamente, não nos damos essa honra, não concedemos esse desejo e boicotamos a realidade.
É tudo muito estúpido, porque fomos construídos numa cultura de CULPA. Se conseguirmos retirar de nós esse sentimento primevo de nos acharmos sempre maus em tudo que fazemos, conseguimos alcançar alturas sem paralelo.
Para quem quiser subir assim tão alto!
Mas......... para «ver» o quê do Alto? Essa altura pode dar muitas vertigens a quem não estiver preparado.

ELEIÇÃO DO NOVO PROVEDOR DE JUSTIÇA DE PORTUGAL - Grande Tourada

segunda-feira, 4 de maio de 2009

As Incrueldades

Conversações Com Dmitri e Outras Fantasias
Agustina Bessa-Luis é uma mulher formidável a nível literário. Impiedosa também.
Escreveu um pequeno livro - algo extraordinário - «Conversações com Dmitri e Outras Fantasias», porque se insinua como uma espécie de «Ficções» de J.L. Borges. Assaz ousado. Mas, Agustina Bessa-Luis sempre foi uma grande escritora com um «ego» ainda mais entusiástico que um sexo masculino antes da erecção! Mas com mau feitio.
Ainda assim, tem textos de uma beleza inigualável.
«Maximina não se sentava nunca, parecia prestes a desaparecer, pálida de orgulho, um pouco descontente; coçava a verruga do nariz com o leque de papel adamascado». (Maximina, in Conversas com Dmitri)
Mas o texto mais extraordinário de todo o livro é «REGINA».
«Pareceu-me jovem demais, vulnerável porque assim se adornava de inexperiência. Mas na realidade possuía poderes inconcebíveis (...) sempre era desajeitada com os gestos mais comuns e que toda a gente era capaz de executar sem falhas.  Isso tornava-a imediatamente candidata a um certo desprezo. (...)
«O restaurante estava cheio, e numa das mesas comiam seis alemães, com ordenada curiosidade, o prato regional que tinham encomendado e que o guia lhes aconselhara. De repente um deles sentiu o olhar de Regina, perverso de tão destituído de intenção; e perturbou-se. Tentou munir-se de rancor e de desdém, mas ela não correspondia a nenhuma dessas situações. Era transparente até à renúncia de todo o sentimento. O rapaz ficou subitamente desesperado. Regina voltou timidamente o rosto, e eu percebi que ela dava por encerrado aquele pequeno massacre do entendimento humano (....).
LIVRO BELISSIMO..................... «Conversações com Dmitri e Outras Fantasias». O editor é «Na Regra do Jogo».
APROVEIEM A «FEIRA DO LIVRO»................ ESTÁ EM SALDO.

Luena de Praia


«Que Credo
algum
jamais cursaste

pela mão da igreja
até foste perdoado»

in Luna de Praia (fruta do tempo)
Francisco do O'Pacheco
(do meu querido mano)

A POLITICA: de Remedio amoris

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É um texto simples de Ovidio:
«Dum spectant oculi laesos, laeduntur et ipsi; Multaque corporibus transitione nocent».
Tradução: Olhando os olhos de uma pessoa que os tem doentes, o mal comunica-se a quem olha, e as doenças passam por vezes de uns corpos aos outros.»
Ovidio, de Remedio Amoris, v. 615

domingo, 3 de maio de 2009

FINALMENTE VI UM «OVNI»

http://www.aliendave.com/files/Photos/UFO/Wolf_Creek_UFO_closeup.jpg
Sines, 23:00h, Domingo 3 de Maio, sobre o céu de Sines.
A noite está clara e sem nuvens. Quarto Crescente de Lua e as estrelas são bem visíveis no céu.
Quando saí para fumar um cigarro, e olhei o luar, um objecto luminoso deslocou-se em silêncio total de oeste para este, a uma velocidade que não considerei normal. Não há aviões que voem àquela velocidade - que eu conheça pelo menos. E Portugal não tem esse tipo de tecnologia. Já lhe basta manter a TAP no ar saudável.
Até porque não tinha ruído! Aqui estamos habituados a aeroplanos e helicópteros que sobrevoam o porto e a refinaria, e o porto de carvão - que são suficientemente ruidosos para porem o meu cão a ladrar. Mas nunca tinha visto nada como aquilo.
Ainda subi a fugir ao terraço superior da casa, quando saiu do meu campo de olhar, mas tinha completamente desaparecido.
Nunca tinha visto nada assim.

sábado, 2 de maio de 2009

«El Virús Mexicano» TEORIA DA CONSPIRAÇÃO - Gripe A

http://pwp.netcabo.pt/sistema.imune/virus_big.jpg
Agora que já foi publicada a «sequência» na Internet do «Virús A» - como foi agora denominado - os Cientistas não entendem.
Como pôde o virús da «pneumónica» juntar-se à «gripe das aves» e ao ADN e RDN humano, numa gripe chamada de comum? Ninguém sabe cientificamente explicar. É vastamente inconclusivo o estudo seguido actualmente nos «Laboratórios de referência» mundiais.
O que é certo é que as Farmacêuticas do mundo inteiro dispararam na produção de antivirus e, mesmo hoje, subiram 12% nas Bolsas de todo o mundo.
Como está demonstrado, o virús não é tão letal como foi inferido primeiramente.
No estudo feito pelos cientistas independentes acredita-se que o Virús é «de Laboratório».!
Claro, TEORIA DA CONSPIRAÇÃO», como é imediatamente apelidado.
I wonder!

YouTube - George Harrison My Sweet Lord

PARA MINHA QUERIDA AMIGA «CLIVANIA TEIXEIRA» EM MEDITAÇÃO NO BRASIL

BEAUTIFUL MÉMOIRES - America - I Need You

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Le Moi Supérieur

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Le soleil est toujours nouveau, l'eau des rivières est toujours nouvelle et l'être humain se renouvele aussi, les cellules de son corp se renouvellent. Alors, on peut se poser la question: pourquoi l'homme reste-t-il toujours le même, avec les mêmes attitudes, les mêmes reflexes, les mêmes faiblesses?
Mikhael Aivanhov