quinta-feira, 30 de abril de 2009

Supertramp - Hide In Your Shell (Live in Toronto 1983)

The World Is In A healing Crisis

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It's only by going through a crisis in our lives that we begin to seek thuth. We are going through that kind of crisis on a planetary level now. We are expanding in consciousness, and so the old forms that used fit for us don't fit anymore. They actually falling appart.
What's happening is that all those things that we couldn't deal with in the pas past are beginning to come to the surface. It  can look very scary right now, because we are able to face the things that we couldn't see before.
We have to become conscious of what doesn't work before we can become conscious of what to do about it..
The healing process in our own life, becomes the healing of the world.

do meu amigo
Georg von Holtsburg
(Austria)

NOITES DA CLIVANIA


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A Noite

É uma mulher
Que se desnuda
Da luz do dia
O vestir-se de mistérios
Um romper do caos interior
Que se interpõe na penumbra
Um olhar sinistro
Para lugar nenhum dentro de si
Um curvar-se notívago
Que tropeça em fantasias
Buscas e solidão

© Clivânia Teixeira


HOJE É TUDO DA CLIVANIA TEIXEIRA (brasil)

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Rodin

E ousas moldar minha existência
Este corpo de emoções
No infinitivo da forma
Tortura triangular
De entranhas barro e bronze
Que imortalizas por tuas mãos
Numa imagem que dói no olhar


A PAZ DA NOITE


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A Paz da Noite

Fogem-me do papel as palavras
Voam as intenções mudas
Navego para o recanto
Onde a paz é notívaga
Pouso-me suspensa
No sonho de penumbra
Entre seres inanimados
E olhares alados sorrio
Deslizo suave entre os abraços
Das mãos que me percebem inteira
E adormeço na intimidade dos gestos
Que acalentam o corpo da alma
Nas noites que deveriam
Ser para dormir e não são

Clivania Teixeira
minha querida amiga (Brasil)


quarta-feira, 29 de abril de 2009

A «gripe» dos Políticos

Ontem à noite tive oportunidade de ver na «SIC notícias» uma entrevista, ou um forum, como queiram apelidá-lo, entre os nossos futuros representantes ao Parlamento Europeu - dos vários Partidos concorrentes - e a apresentação das suas políticas e ideias.
Eu sinceramente não soube o que pensar a partir da primeira meia-hora. Começaram a falar em uma linguagem tão técnica que eu não entendi, mais 99% dos Portugueses. Creio que se chama «Europês» - e se não me engano significa = pagar ordenados chorudos para jantares e almoços de luxo!
Faço questão de não ir votar, até porque eles todos já lá estão sem o meu ou o voto dos outros. Aquilo é lugar cativo com apartamento em Bruxelles, carro com chauffeur e cartão de crédito e débito.
Mas sinceramente, aquilo que não entendi DE FACTO foi porque o Estado Português não aplica os recursos subsidiados da UE?
Há milhões não aplicados! Creio que foram aplicados apenas 5% do valor geral, que termina em 2013.
Na zona de Trás-os-Montes (como todos sabemos uma zona bastante abandonada) foram feitos inúmeros pedidos de empresas que foram considerados «Não Elegíveis» e cujos fundos não foram entregues. Por uma única razão: o Estado devia comparticipar numa pequena parcela dos fundos considerados, e eles não estavam no Orçamento de Estado porque faziam parte da «grande fatia» entregue à Banca para salvar as GRANDES FORTUNAS DESTE PAÍS.
Além de indecoroso... é apenas obsceno, se não fôr pornográfico.
SHAME ON YOU.
Os actuais políticos causam-me asco!

As Pandemias

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Não há nada como «ter medo» para voltar à sua naturalidade humana! Ou ao extremo da desumanidade.
Em psicologia aplicada há dois perfis de comportamentos tipicos: «a luta» ou «a fuga», que são absolutamente naturais e compreensíveis a nível de reacção imediata.
Creio que isso criou, ao longo da História da Humanidade, o mito dos heróis lendários e das famílias reais, e por descompensação, os «servos», que lhes deviam vassalagem - seus defensores - por estarem protegidos contra a sua cobardia pessoal. Foi assim que nasceram as Casas Reais e, no fundo, as Classes Sociais. Os mais arrojados, audazes e, por vezes, loucos furiosos, que dominavam populações inteiras e também os seus bens e pertences. Mas, isso é um dado Histórico de simples compreensão.
O mais difícil é que «quando não há heróis», nem objecto visível de inimigo ou batalha, como conseguimos deter o pânico de populações inteiras?
É o caso das «Pandemias».
Isto começou há anos atrás com a SIDA, depois com a «Gripe das Aves» na Ásia, e agora, no centro do mundo, «Gripe Suína», no Mexico, e nos Estados Unidos, que já se propagou pela Espanha, Inglaterra, Nova Zelândia, etc, etc.
A gripe é menos controlável que a SIDA porque a sua disseminação é a nível «aéreo», por um mero espirro ou uma tosse. E, logo, destribui o terror entre as pessoas. Não é um caso de inter-acção pessoal a nível de sexo, que pode ser permissivo e aceite. É apenas a nível de estar presente num espaço com pessoas que «supomos» estarem contaminadas.
O problema é a «suposição» --- que cria xenofobia --- medo e excesso de proteccionismo. O México «fechou as portas» literalmente. Não há aulas, não há ajuntamentos públicos, ao há gente nas ruas.
Hoje observei uma reportagem, em directo do México, em que o vendedor de jornais se recusava a dar o troco das moedas na mão do cliente, e deixava-as cair uma a uma na mão do outro sem nunca o tocar.
Quem leu «As Crónicas da Peste Negra» na Europa sabe do que estou a falar.
A «SIDA» quando foi descoberta começou por discriminar os homossexuais, que foram vastamente hostilizados e segregados nas suas comunidades. Digamos, sem papas na língua, foram mesmo «demonizados».
Mas a «Gripe» não acusa ninguém -- a não ser as aves, ou, os porcos agora -- e toda a espécie humana na generalidade. São os «sítios», os locais, as cidades, os países que são «demonizados».
Este virús é muito perigoso e é geral, ainda que a nova estirpe fosse desconhecida, porque está contemplado nas vacinas normais e anuais que as pessoas tomam. E também é controlável pelo antivirus das aves, vastamente distribuido por todos os países aquando do pânico inicial.
Há perigo óbvio de Pandemia, mas esperemos que não seja como a «Gripe Espanhola» de 1919 - chamada de Pneumónica - que matou milhões na Europa. Na época também foi determinada como «Gripe Suína» por Richard E. Shope. O virús foi isolado e controlado nas actuais vacinas e antivirais.
Só que o actual virús «dos porcos» se misturou com a «gripe das aves» e a «gripe humana comum» produzindo um resultado totalmente desconhecido, e transmissível aos humanos de forma absolutamente natural.
Todos já conhecemos como os virús gripais evoluem anualmente e criam novos contornos de sobrevivência.
Aliás, os «virús» são sobreviventes puros. Sem eles, nós jamais teríamos existido - ironia do destino!
Todos nós, durante a nossa longa História planetária, convivemos com eles intimamente. São apenas parasitas que necessitam de nós para sobreviver e cujas partículas carregam uma quantidade dos nosso DNA ou RNA. Por vezes, podemos conviver com eles numa espécie de agradável simbiose. de outras vezes, eles parecem dominar-nos de forma avassaladora e contraímos «epidemías» assustadoras. Mas, compreendamos os «virús» porque eles não nos querem matar, por uma única razão: não podem viver sem nós.
Uma questão AMOR-ÓDIO.
Muitas das vezes pensei que o excesso de esterilização que fazemos às nossas casas, e locais onde habitamos, a ausência de animais na nossa companhia e a não presença de plantas na nossa proximidade, nos tornou extraordinariamente vulneráveis.
O Homem torna-se cada vez mais vulnerável quanto mais se afasta da Natureza, sujeito a alergias e viroses - que são incompatibilidades psicológicas com o ambiente - que nos assaltam, porque isolámos e debilitámos todas as nossas protecções naturais, num exercício absolutamente estéril de nos coroarmos como «Rei da Criação», e tratarmos todas as outras formas de vidas como inferiores.
É bom que saibamos como cair na realidade e voltar à Natureza. Isto não é - e é ao mesmo tempo - Jean-Jacques Rousseau.
Se não compreendermos a Terra como um Todo, onde estamos incluídos, e apenas somos meros componentes de um SER maior que nós, que pensa, sente, vive e reage --- vamos ter enormes problemas.
Seria melhor termos uma ligação à Terra mais sentimental do que às ambições políticas ou financeiras que nos ocupam os dias.
De que vale ter Dinheiro ou poder, se um dia para o outro podemos ser mortos por uma gripe?

terça-feira, 28 de abril de 2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O PAPA NAZI, E O SANTO CONDESTÁVEL

O Papa nazi tem sido divertidíssimo nos últimos tempos. Além de nos criar um novo Santo português, Dom Nuno Álvares Pereira, o grande estratega militar da batalha de Aljubarrota.
Os Lencastres devem estar satisfeitíssimos porque ainda foram em 9º grau parentes de Nuno Álvares. Aliás, é uma honra chamar-se «Pereira», porque Álvares passou mais tarde a Castella e continuou a chamar-se de «Alvarez».
Nasceu em 1360 e foi dono de metade de Portugal. O homem tinha mais Condados que os dedos das mãos e detinha uma fortuna absolutamente inacreditável, há época. Contudo, foi o homem que nos libertou do jugo de Castella e tornou definitivamente Portugal num país real e independente.
Agora o Papa decidiu fazê-lo de Santo. O Grande General viu a virgem na Batalha de Aljubarrota!
Eu nunca acreditei muito em visões de Santos - nem na madre Teresa de Calcutá - quanto mais num Conde do Reino de Portugal do sec. XIV que andou matando castelhanos à espadeirada e paulada.
Mas presto-lhe vassalagem. Foi um Grande Homem.
Sobretudo é insólito o seu comportamento para um homem tão rico e poderoso como foi.
Abandonou a lide das armas, entrou num convento, e distribuiu toda a sua fortuna por família e amigos. Algo extraordinário! E não tinha necessidade de fazê-lo porque era herói nacional e detinha metade do país em Condados.
Era filho de Dom Álvaro Pereira e Dona Iria do Carvalhal, Condes de Portimão.
Mas, o que eu achei interessante no discurso de Canonização do Santo Condestável, São Nuno de Santa-Maria, feito pelo Papa, foi que não referiu a sua obra caridosa de oferecer toda sua fortuna aos outros, e ter feito hermitério até final de sua vida.
Aquilo que preocupou o Papa no seu discurso foi o mito Wagneriano do herói nacional, combatente e conquistador. How typical!

A GRANDE QUEDA DO IMPÉRIO CAPITALISTA - Gilbert Bécaud : Et maintenant (« Champs-Elysée » 1987)

Léo Ferré - La Solitude

DEPENDÊNCIAS

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Isto não é novo em psicologia nem filosofia. Estuda-se pelo menos laboratorialmente há uns 15 anos por motivos vários - sobretudo as adicções às drogas «pesadas» como Morfina, Heroína e Cocaína.
Mas os parâmetros dos psicólogos estenderam o estudo a nível sociológico também.
Será que o «Ser Humano» é uma criatura «dependente»?
A pergunta causou algum escândalo há alguns anos, mas teve que ser cientificamente observada sobre critérios científicos.
A resposta final é que ...  SIM. O «ser humano» é uma criatura de adicções tão diversas como a compulsão para as drogas, ou os sentimentos extremos!
Para resumir - porque estes textos técnicos são demasiado aborrecidos -, segundo a leitura dos psicólogos e psiquiatras envolvidos no estudo, todos nós somos «dependentes» de ALGO. Desde os sentimentos às mais variadas drogas que ingerimos diariamente... alcool, café, açucar, etc., etc.
Mas, somos sobretudo dependentes de - PASMEM! - de sentimentalidade!
Pode perguntar-se porque será o «Ser Humano» tão dependente de tantas coisas. A resposta é mais ou menos simples: TODA A ADICÇÃO CONDUZ À ANÁLISE E CONTROLO DO OBJECTO AO QUAL ESTÁ SUBMISSO.
Ou então à sua submissão e desastre.
Nos antigos rituais célticos haviam drogas que apenas podiam ser tomadas pelos Druidas, porque eles sabiam como controlá-las, ou melhor.... como controlar-se!
O grande «BOOM» dos anos 60 sobre Cannabis abriu algumas consciências, mas conduziu a um desastre com a utilização absolutamente desiquilibrada dos LSD e outros psicotrópicos. E, em seguida os Chineses vingaram-se, e atiraram para o mundo o seu veneno, que os fez depender dos Britãnicos e perder o domínio da sua soberanía no passado: o Ópio! «Foi um tiro da Europa saído pela colatra». A hora da vingança amarela.
Mas o mais curioso da investigação psicológica é o fenómeno de todos nós, sem termos conhecimento. de estar dependentes de muitas coisas e construirmos assim a nossa racionalidade.
Estamos adictos da TV, dos Partidos Políticos, das nossas Relações de Amizade e Sentimentais, da Nossa Imagem Social, e sobretudo da nossa «preponderância» sobre os nossos congéneres!
Aqui não estamos falando de dependências sobre o Tabaco ou drogas ou álcool. Estamos falando de dependências psicológicas das quais nem temos conhecimento de imediato e se movimentam na nossa vida diária, e nos nossos comportamentos, nos nossos dislates, nos insultos velados, nas nossas pequenas tiranías para com os outros.
As dependências sentimentais são bastante traumáticas e convocam grandes forças de resposta - por vezes muito desiquilibradas - porque não caracterizam o objecto em si, mas sim UMA IDEIA.
Tal como no «objecto político» de determinação da Verdade poder conceder ao «extremismo comportamental» uma espécie de SALVAÇÃO de tudo e de todos. O que é falso, e resulta normalmente em ignóbil e vastamente improvável - segundo a História.
A leitura final do relatório apenas induz para uma maior complacência entre comportamentos sociais.
Se somos todos «dependentes» de algo. Temos que compreender as dependências dos outros.
AINDA QUE TENHAMOS A NOÇÃO DE QUE AS SUAS E AS NOSSAS DEPENDÊNCIAS POSSAM CONCILIAR-SE NALGUMA COISA. Como a Paz entre nós, por exemplo.
Somos todos humanos e demasiado erráticos, nos momentos que correm, para não nos ajudarmos uns aos outros!

sábado, 25 de abril de 2009

UM DOS NOSSOS POUCOS HERÓIS: Salgueiro-Maia

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DISTINTO CAPITÃO DA «REVOLUÇÃO DOS CRAVOS».

Tanto Mar - Versão Original

NESTE DIA LINDO 25 DE ABRIL O AGRADECIMENTO AOS NOSSOS IRMÃOS DO BRASIL

A MINHA HOMENAGEM AO 25 DE ABRIL -Billie Holiday - How Deep Is The Ocean (How High Is The Sky)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O diabólico «Doctor Zavos» : The Secret Agenda

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É claro que todos nós já sabíamos que estavam a ser feitas experiências sobre «clonagem» humana. Não era apenas a pobre da ovelha!
Eu não sou um detractor do estudo do genoma humano, nem muito menos estou contra o estudo para salvar algumas doenças que precisam dessa informação.
Mas «clonar» humanos tem que ser substancialmente reflectido. Mas não sou contra.
O que me preocupa é COMO, ONDE e intrinsecamente o PORQUÊ.
Eu até gostaria que eles descobrissem algo, onde eu viveria até aos 500 anos, «confortably numb» sem grandes preocupações. O problema seria pagarem-nos a todos a «Reforma» sem termos filhos -- como acontece actualmente na Europa.
Lá teremos que ir buscar aos Chineses o nosso pagamento de reforma e importá-los para cá. Ou aos Indianos. Eles já se constituem como metade da população do Planeta.
A visão de conforto e de repartimento Ocidental tornou-se admiravelmente egoística. A Europa produz por casal «um filho», dois já é uma boa produção. O sistema de apoio social aos casais -- como existiu em França anos atrás -- quem tivesse 5 filhos nem necessitava de trabalhar. Isso é apenas História. Em Portugal foi sempre Mitologia.
O que se constitui como uma REFORMA da população mundial se chegarmos a «clonar» seres humanos?
Ou fazemos o que estamos imediatamente fazendo, libertar vastas áreas da África a morrerem sem condições sob a SIDA e outras doenças improváveis -- sob a sustentação religiosa do Vaticano e da comarca dos Mações -- ou tornar sustentável o planeta. O que não é rigorosamente entendível nem com um rigoroso esforço intelectual.
Portanto, a «clonagem» -- entendível objectivamente e sem propósitos medicinais, estrictamente controlados -- só me dá ideia da filosofia Hitleriana de «Eugenía». A construção da «Raça Perfeita». É algo aterrador.
Pensem nisso.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A ENTREVISTA DO SR. PRIMEIRO MINISTRO

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A cena foi lastimável, lamentável e profundamente deprimente. Se os olhos do senhor Socrates fossem balas, a pobre da Judite de Sousa já estaría morta!
Ele acredita-se acima dos comuns mortais, espécie de mito Wagneriano, que não pode ser escrutinado por quem lhe paga o salário. Está muito enganado, e saberá isso nas próximas eleições.
A atitude do Primeiro Ministro ontem na RTP -- única cadeia de TV onde deixa ser entrevistado, porque é do Estado e pode «intimidar» todos os jornalistas -- foi de facto um espectáculo confrangedor.
Agora que já processou - se não me engano 8 jornalistas -- pelo "Freeport Affair", onde toda a sua família está atolada, tentou intimidar a jornalista de serviço.
Houve até alturas da entrevista - eram 2 jornalistas - em que após uma pergunta directa da Judite de Sousa, a resolveu ignorar em absoluto.
Aquilo é um «Homem de Estado»? Que reage histericamente quando as coisas não lhe agradam? E sobretudo sobre «ambiente controlado» como é a RTP... do Estado.
Era um favor que faria a esta Nação pedir reforma antecipada e deixar-nos regular isto um pouco melhor, do que andar a «regular» os Bancos falidos dos amigos.

As cores

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Aquilo que para um homem é um alimento, para o outro é um veneno. É uma máxima! E assim se trata também com as cores.
A selecção das cores, e a sua aplicação devem ser executadas com discrição.
Já há muitos anos que os médicos utilizam as cores como terapêutica em Hospitais, ou em locais públicos.
Todos nós já sabemos da influência da côr a nível da arquitectura e estabelecimento de ambiência. É uma técnica que foi discutida e «regularizada» cientificamente após os anos 80.
Mas vejamos como a utilizamos na vida pública como subsidiária da nossa personalidade.
É claro que os políticos apenas podem utilizar o azul escuro e o cinzento. E porquê? porque significa discrição. Passar desapercebido. A única política europeia a utilizar «cor de rosa shocking» numa cimeira, foi a Chanceler Merkel da Alemanha. Coisa nunca vista! Mas foi perdoada... era uma mulher! O côr de rosa convém ás mulheres.
Mas vamos a ver como se utilizam as cores.
O tema é sério porque também serve como terapia, como foi vastamente discutido em hospitais psiquiátricos e ambientes sociais, onde muitas pessoas se aglomeram. Mas também como roupas pessoais.
As roupas espelham a nossa personalidade, o nosso humor do dia-a-dia, a nossa maneira de estar na vida, de afirmação ou de passar desapercebido e ser incognito.
Não é em vão que escolhemos uma camisola vermelha num dia e nos vestimos em total preto no seguinte.
A côr, de facto, não existe. É apenas uma vibração perceptível pelos nossos olhos e que se determina como uma influência psicológica.
Vejamos. Porque é que o vermelho nos impõe o rigôr da emergência? Não é apenas pelo carro dos bombeiros ter sido pintado daquela côr, nem as sirenes flamejantes dos carros de polícia cintilarem daquela maneira.
O vermelho está ligado ao Chakra da sobrevivência, Kundalini, e ele é vermelho. Por isso utilizamos o vermelho para «avisar a vida».
Os animais mais perigosos, como as cobras, por exemplo, sobretudo as mais venenosas, sempre mostraram as suas cores mais chocantes para avisarem o seu perigo. Não é por se vestirem de luxo! É para dizerem que são perigosas. Algumas mulheres fazem o mesmo também... o que nós agradecemos.
Analisemos então a sintonía cromática. Do vermelho base até ao violeta.
Partimos do principio filosófico que as cores são apenas vibrações cuja percepção é apreendida pela mente humana. O que explicável e nível psicológico. E logo, que nos leva a ter comportamentos susceptíveis de responder a essas vibrações.
Vermelho: ATENÇÃO; laranja: FRUTIFICAÇÃO; amarelo: CONCENTRAÇÃO EGOISTA; verde: NATUREZA; azul: O PODER DO SOM; indigo: A VISÃO PARA ALÉM DA VISÃO; violeta: O TRANCENDENTAL.
Estas cores podem ser multiplicadas umas com as outras numa paleta infinita, de acordo com os Chakras com que jogamos na vida.
É muito importante saber usar uma côr de acordo com a nossa maneira de ser, ou com a nossa decisão de querer ser.
Há pessoas que simplesmente usam o cinzento ou o negro para «não querer Ser».
«Ser», equivale a uma vibração de côr. Usá-la -- tal como nas cobras venenosas que nos avisam -- é a nossa  trade mark.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

SENHOR PRIMEIRO MINISTRO JOSÉ SÓCRATES - We Won't Get Fooled Again

Springtime Cocktails

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Para os meus amigos alcoólicos, cansados do whisky de inverno, aqui vai um «cocktail» divertidíssimo para as noites primaveris... chuvosas, mas já quentes.
A receita é simples e muito agradável.
1 dose de whisky, 1/2 dose de Groselha, água mineral muito fresca - não junte gelo - sumo de limão Q.B.
Como dizia James Bond, «shaken not, stirred». That's all

domingo, 19 de abril de 2009

LE PRINTEMPS - As amendoeiras em flôr

Imagem enviada do Algarve por meu amigo Jean-Jacques de La Villiers. Obrigado!

PÉROLAS NEGRAS - «GATO FEDORENTO» - José Sócrates

sábado, 18 de abril de 2009

JÓIAS DA LITERATURA - Jorge de Sena e «O Físico Prodigioso»

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Jorge de Sena construiu um trabalho literário cujo percurso foi - ao seu tempo - adverso às políticas vigentes. Aliás, acabou exilado no Brasil e depois, mais tarde, maltratado também no Brasil, por influências e pressões da política portuguesa, como Prof. na Universidade da Califórnia - onde ficou até á sua morte - salvo o raro exemplo depois do 25 de Abril de 74 onde voltou ao nosso país, para constatar, com espanto, que nem assim era bem querido! Voltou, então, de novo aos EUA.
Escreveu dois dos seus monumentos ao insulto, «O Reino da Estupidez», em 2 volumes, onde subestima substantivamente, e muito comicamente, os nossos mais «executivos» intelectuais e pessoas «consideráveis» na palhaçada governativa da altura!
Para estudantes de literatura, ou política, é um bom «pasto» para vadiarem na irreverência de um intelectual que foi sobretudo LIVRE e de uma criatividade soberba. Além disso, um extraordinário escritor!
Uma das suas ficções mais desconhecidas é «O Físico Prodigioso». É uma novela curta. Presumo que foi feita numa noite. Mas o tema é densíssimo. Nada como o relatório quase jornalístico dos seus «Sinais de Fogo» - romance que presumo nunca ter sido acabado - e que é longo, cansativo e sem desfecho!
O que tem interesse no «Fisico Prodigioso» é que Jorge de Sena nunca tinha abordado o «mágico» na literatura e o faz de forma notável. É uma pessoa totalmente prática e cartesiana, e de repente cria um conto com contornos místicos vastamente interessantes. Onde não exclui o sexo!
É interessante o sexo e a magia, porque faziam parte das duas pulsões psicológicas da altura. Uma espécie de que a magia devia estar ligado obrigatoriamente à força sexual recôndita - uma espécie de refúgio Freudiano das pulsões.
O livro é interessantíssimo e aconselho em absoluto.
Está na colectânea «Novas Andanças do Demónio». Onde há contos de uma beleza inacreditável.
Um esquecido num país de iletrados. É uma pena

sexta-feira, 17 de abril de 2009

YouTube - Jonathan Livingston Seagull - Be

UM DOS MEUS ANDORINHOS MORREU!
Ontem, quando caiu a chuvada, entrou precipitado - ainda era um jovem a aprender a voar - e não sabia distinguir as janelas dos humanos!
Partiu o pescoço no choque e encontrei-o morto no chão!

GASTRONOMIA

Para meu amigo Fernando Itzansky do Canadá.
Vou te dizer como surpreender toda a gente na tua «Caldeirada à Portuguesa».

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Fazes as camadas de peixe como eu te disse, com bivalves na base. Cebola em seguida, tomate e pimento e depois o peixe. Tens sempre que usar «Requeime» (sabe a Labosta) -- cuidado com os picos porque dão graves infecções se fores picados, é melhor comprar já limpo.
Tenta pôr as batatas longe do pimento porque não cozem bem com o ácido e ficam 'entaloadas'. Põe sempre grandes quantidades de cebola entre o pimento e as batatas, porque de alguma maneira restringem esse fenómeno.
Por cada camada de peixe coloca um camarão tigre, grandalhão, e uma sardinha.
E agora vai o segredo. Compras daquelas ovas grandes de «ovas de bacalhau».... Mas apenas as cozes e retiras em seguida. Podes usar imenso os coentros, porque o bacalhau e as ovas dá um gosto muito especial.
Quando servires o prato, podes cortar as ovas em rodelas e incorporar no prato. Se quiseres guardar segredo do gosto inusitado -- não sirvas as ovas... come-as tu.... ehehehe!
Aqui tens uma «Caldeirada à Moda do jophnjohn»

Rui Veloso - Cavaleiro Andante

ESTE «BLOG» MERECE UM PRÉMIO

David e Golias ou a Caneta contra a espada

 David e Golias

O Engenheiro resolveu Processar o jornalista João Miguel Tavares por uma crónica que este escreveu no DN. Não um processo-crime normal, mas um processo cível que custa dezenas de milhares de euros. Não atacou o jornal nem jornalistas conhecidos como o Pacheco Pereira ou o Mário Crespo, escolheu como alvo um freelancer. Uma vez mais atacou os mais fracos e logo com um processo caríssimo, para lhe criar maiores dificuldades na sua defesa. Uma luta de David contra Golias, mas a verdade virá ao de cima e a pena vai vencer a espada. Este blog aqui lhe envia a sua solidariedade e coloca-se desde já à disposição de João Miguel Tavares para tudo o que ele necessitar. Numa altura em que tanto se questiona a justiça e se falam de pressões, esta actitude do Engenheiro só mostra que já treme.
Em baixo transcrevo o texto em causa:

JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA (João Miguel Tavares)
Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.



quarta-feira, 15 de abril de 2009

Copacabana - BARRY MANILOW

Encontrei esta montagem sobre o «great hit» de Barry Manilow no YouTube e não podia deixar de passar... para além de gostar imenso desta «short love story» muito bem contada.

HITCHCOCK «Os Pássaros»

http://www.cs.virginia.edu/%7Eevans/pictures/oldfamily/box-7-Fall-69-Jan-70/normalize-17-Jack-B-The-Birds.jpg

Dinossauros emplumados

http://img355.imageshack.us/img355/8250/dinossauros1np.jpg
Eu estou sempre a falar dos meus andorinhos que construíram na minha casa um lar que visitam anualmente, e cuja família e seus sucessores não me temem em absoluto e onde convivemos na maior das cordialidades. Infelizmente desde o nascer da aurora o seu «vocalizar» - conversas de pássaros» - pode acordar qualquer um, porque é insistente, repetitiva, digamos que em termos artísticos se denominaria por "minimalista".
Fiz algumas experiências musicais com eles. Respondem muitos bem aos Prelúdios de Chopin. Ao ouvir o piano cantam como se respondessem a um chamado. Já Bach não lhes interessa. Vivaldi sugere-lhes um silêncio entrecortado de chilreios diferentes que eu não entendo.
O certo é que os Dinossauros não foram de facto extintos. Essa teoria foi abandonada. Evoluíram para pássaros, mas leves, mais pequenos, mais ágeis, mais «sobreviventes».
A Teoria é consentânea entre todos os cientistas actuais. Nunca houve grande discussão sobre este aspecto.
Portanto, eu tenho dinossauros em casa: os meus andorinhos! E acabaram de nascer mais 2 que já voam!
 


terça-feira, 14 de abril de 2009

MÚSICAS DA MINHA VIDA - Astor Piazzolla: milonga del angel

Esta é dedicada à minha querida amiga Clivania Teixeira no Brasil.

GRANDES INTERPRETAÇÕES -Neil Young - Imagine

UMA DAS MELHORES RÁDIOS TEMÁTICAS DA EUROPA - «POLSKASTACJA» - Eden

Para quem gostar de rádios temáticas eu deixo aqui o endereço. Ela tem diversos temas, desde o New Age ao Soft Rock passando pelo Jazz. Aquele que eu gosto mais fica aqui. É de facto uma rádio fascinante... e não tem publicidade. Vem directamente da Polónia e é grátis na Net!!!!
Funciona sob URL em todos Winamp, KMPlayer ou Foobar2000, em excelentes condições de audio para stereofonia de sala.
http://91.121.90.89:9900

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Steven Halpern «Communion»

O CRISTO CÓSMICO

http://www.jackhaas.net/art-modern-abstract-digital-art-fractal-15-dynamic-quaternity-cosmic-redemption-web.jpg
A todos os inúmeros amigos meus, dos vários continentes, que me conectaram esperando que durante a Páscoa eu fizesse alguma espécie de execração ao catolicismo, só posso responder que estão absolutamente enganados.
Eu não estou em guerra com o catolicismo, e em certas alturas, até lhe presto reverência. Não fôra o Catolicismo uma das fórmulas sociais de retirar o Homem da barbárie e conduzi-lo à função de paz social que hoje existe. A «política» sempre se constituiu em «guerras» de poder, e apenas a religião por questões intrínsecas ao ser humano, serenaram a convivência pacífica. Portanto a instituição religiosa - ainda que perigosa e perniciosa - é melhor que a sua ausência.
Eu tive sempre um grave silêncio sobre a «Páscoa». É um tema que respeito. É um tabú mistico também.
«A Cruz dos 8 Raios». A Conjugação astral de confluência astrológica.
Se Jesus sofreu a dita «Paixão» ou não, isso é-me indiferente. Até porque a maioria dos místicos do passado tinham a sua condição de visionários e também de torcionários.
Mas não me é indiferente o Cristo Cósmico. O 'Cristo Cósmico' é uma filosofia com mais de 5 mil anos em diversos continentes, desde a Ásia à Ibéria. O importante é que tenha subsistido no nosso coração essa grande LUZ, que é a placidez e o amor pelos outros.
Eu respeito a Páscoa, não pela palafernália do Papa em Roma, e as suas encenações de Poder, patéticas e intimidatórias, só semelhantes ao fenómeno Stalinista, ou ao reinado francês du «Roi Soleil», Louis de Bourbon « L'État c'est moi» em Versailles - filho de duas casas reais muito complicadas: os Habsburg e os Medici - à figura de alguém que não pode ser «discutido» porque tem a condição de INFALÍVEL, a nível filosófico e dialéctico.
Eu apenas respeito a Páscoa pelo «Cristo Cósmico» e o sentido do Amor Universal. E isso não é discutível sequer a nível filosófico. «A Paixão do Cristo» não é um acto compreensível! Ponto final.
Ninguém tem historicamente a verdade de coisa nenhuma. Se Jesus foi de facto um místico ou um bandoleiro aprisionado pelos Romanos impiedosos e brutais e condenado a morrer numa cruz - como todos eram chacinados na altura. O único universo literário credível é o Evangelho de Mateus - o único considerado pelos académicos como credível, todos os outros são passíveis de terem sido inventados pelo Concílio de Niceia em 325 d.C., quando se deu a «reescritura da Biblia» e foi construído o Novo Testamento.
A dramatização da História de Jesus é vastamente improvável e levada a cabo por uma encenação impecável pelo Vaticano para estabelecer o seu Poder.
Mas «O Cristo» é algo diferente. É um fenómeno místico que actualmente nos ultrapassada há 5.000 anos, e continua nas nossas almas em diferentes crenças e religiões, desde a Índia ao Egipto, passando por toda a Europa.
Se Jesus foi Essénio e representou a filosofia cabalística judaica, é muitissimo improvável. Mas, como todos sabemos, os judeus são uma corporação muito eficiente.
Os estudos sobre os «Manuscriptos do Mar-Morto» não conduzem a coisa nenhuma, a não ser que consideremos em primeiro lugar que Jesus era «O Cristo».
Só há duas questões a considerar sobre Jesus Cristo: era um visionário 'paramágico' ou a versão Apolónio de Tiana, um seu contemporâneo e mágico muitoreconhecido, cuja filosofia coincide em absoluto.
O Evangelho de Mateus - o único considerado pelos académicos como verdadeiro (porque todos os outros parece terem sido absolutamente inventados em Niceia, 325 d.C.) - diz que Jesus de facto existiu, foi um místico reconhecido, fez coisas fabulosas chamadas de milagres, e acabou morto na cruz, como se matavam dantes os bandoleiros que enfrentavam o Poder de Roma.
O dito Cristo Cósmico é um mito que vem do antigo Egipto, 5.000, antes da nossa Era, e cujos mitos da mãe virgem que dá à luz um filho sobrenatural é comum também à India 2.000 anos depois, e finalmente à história de Jesus. Para quem estudou a história de religião, é um mito que se repete ciclicamente de mais ou menos dois mil em dois mil anos.
No entanto esse dito MITO está-nos intrínseco na nossa alma. E porquê, perguntam os psicólogos.
Os psicólogos, na sua abordagem do comportamento humano, excluem o misticismo porque não é adequado na explicação exdrúxula do comportamento humano. Apenas JUNG o fez sobre a sua teoria do inconsciente colectivo, e de forma brilhante.
A filosofia oriental, tal como Jung, determinava que a compreensão do Cristo Cósmico era uma «evolução do espirito humano» só perceptível pela «não dúvida» - o que em termos místicos se chama de .
Há um conceito vastamente instalado de que a «idiotia da crença» é um fenómeno perigoso. Eu estou absolutamente de acordo desde que não coincida com a alma de cada um de nós. Aliás, ninguém pode assumir uma crença se não estiver absoluta e intrinsecamente crédulo acerca dela: seja essa creça política ou religiosa.
Os fenómenos de percepção psicológica que tornam intelectuais os nossos comportamentos, e depois viáveis a níveis de actividade motora, só são apreensíveis depois do acto. As nossas atitudes são determinações de um crédito que damos a nós mesmo. Mas é muito difícil vigiarmo-nos a nós mesmo quando estamos imbuídos de uma atenção intensiva que designa a consecução de um acto.
Agir, é um acto de decisão final, portanto, de fusão entre o mental e o activo: a força anímica do mental e a decisão física. Em místicismo chama-se de «credo». Em psicologia aplicada chama-se de «dinâmica inter-activa».
Nada se passa na nossa vida sem que tenhamos uma decisão sobre um determinado assunto. Ele é muito discutido no nosso interior mesmo quando não sabemos que ele está sendo discutido. Pesamos todas as hipóteses, todas as questões, todas as contrariedades, e finalmente - muitas vezes de súbito - ele conclui-se: e actuamos!
Esse acto é o mesmo que de um jogador de Golf, por exemplo faz, quando olha o buraco a 100 metros, considera o vento, o terreno, a velocidade da pancada na bola, etc. Não há absolutamente nada de consciente na «tacada» da bola de Golf. Faz-se em alguns segundos. É o inconsciente que determinou todas as execuções matemáticas e o executa.
Esta explicação um pouco exdrúxula do tema de misticismo tentava encaminhar a vossa mente para a compreensão de que o Cristo Cósmico não é uma contrução obsoleta do nosso espirito vagabundo. É sobretudo uma necessidade intrínseca do ser humano de respeitar leis que construiram a nossa civilidade e a nossa convivência pacífica - tanto quanto podemos torná-la pacífica!
Reparem um pouco... tornámos os lobos nos nossos melhores amigos, como cães! As andorinhas já vivem nos nossos beirais como companheiros. Falamos com golfinhos e tratamo-los com amor e carinho, e brincamos com eles em vez de os comermos, como dantes o fazíamos.
A «Lei da Cruz dos 8 Raios» é real.
Para quem me entender, referece-se a Ophiuchus, Serpens Caput e Serpens Cauda, o 13º signo do Zodíaco, entre Sagitário e Escorpião, abandonado há 3000 anos porque estava fora da eliptica, e cuja estrela só brilha em intervalos irregulares.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

NOITE DE CINEMA: «O Diário de Bridget Jones»





Hoje fui ao Cinema. É uma comédia inteligente e divertidíssima. Renée Zellweger, que faz de Bridget, e Colin Firth, e claro, Hugh Grant, são actores espectaculares. Uma confusão amorosa muitíssimo divertida.
O meu conselho para o fim de semana. Se não tiverem «num cinema perto de si».... aluguem o video.


domingo, 5 de abril de 2009

ALBUNS DE CULTO «Triumvirat»- Illusions on a Double Dimple

A TRANSMISSÃO DO CONHECIMENTO

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A transmissão do Conhecimento é um acto proibido. Mesmo para quem se obrigue às Leis. As «leis» são simples: ninguém compreende o Conhecimento por facultação e antes de o obter por moto proprio. É uma espécie de círculo vicioso. Só quem chegar à «altura» suficiente pode evocar poderes. O «Poder» só responde à ordem de alguém suficientemente Alto.
A «Evocação» é um acto de Ordem, portanto de Poder. Quem o desordenar pode pagar bem caro por esse fenómeno.
Quem funcionar pelo «poder pessoal» para controlar o mundo à sua volta, em seu benefício, pode provocar grandes desiquilibrios.
O problema da utilização do «Poder» é muito básico. É o objecto do «Poder».
Por isso, antes do exercício do Poder temos que perguntar-nos claramente: Qual é o nosso objectivo!

João do O'Pacheco

sábado, 4 de abril de 2009

Caetano Veloso - RUMBA AZUL

OS MELHORES ALBUNS DO MUNDO -Peter Gabriel 1978 LIVE -

AS AVENTURAS DE JOHNJOHN EM BRUXELAS - #2

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O «dia seguinte» é sempre o primeiro dia do resto da nossa vida. Sobretudo, desamparados e na distância dos afectos de quem nos quer bem, ou mal. Mas são os afectos ou os desamores que nos faltam.
Bruxelas à noite é uma cidade muito bela, com todos os seus monumentos iluminados de forma artistica.
De dia é uma terra nostálgica no cinzento das suas fachadas imponentes, quase tumulares, e no céu permanentemente coberto, onde o sol raramente aparece.
No final da Chaussée d'Ixelles, perto da 'Mairie' (Câmara Municipal), havia um Bar de Jazz, «Le Bièrodrome», onde fui aprender a beber a famosa "stella artois", a cerveja mais famosa da Europa.
O Clube de Jazz tinha um palco com instrumentos próprios onde todo aquele que quisesse podia subir e tocar.
O dono, homem de uns bons 70 e muitos anos, com uma enorme barba branca, e um ar de mestre de qualquer-coisa, contava ao balcão histórias da guerra e de Hitler com efusão inflamada. Seu ajudante de balcão era um jovem acabado de licenciar-se em Advocacia mas, sem trabalho adequado, para ganhar a vida, optara por empregado de balcão. Falava 4 linguas, inclusivé o Español. Para seu ensino directo de linguas eu devia sempre falar em Castellano e ele responder-me em francês, o que era muito divertido.
Numa tarde em que o Bar estava quase vazio e eu falando ao balcão com o meu amigo aprendedor de linguas latinas, pedi ao dono se podia subir ao piano, porque tinha tocado numa Banda há muito tempo, mas em orgão, e gostaria de saber se ainda era execuízel a minha antiga aprendizagem no piano. Ele acedeu. Claro que toquei aquilo que achava mais fácil, uma canção dos Beatles «The Long and Winding Road», enganando-me várias vezes nos acordes e no solo com o baixo. Eu cantava muito bem na altura e bateram palmas, tanto o velhote como o advogado em falência técnica, mais pela interpretação do que pelo desempenho desastroso ao piano. Não estava mais ninguém na sala e eu orgulhoso bebi um whisky pago pelo dono.
O «Bièrodrome» era mais ou menos um símbolo nacional de Bruxelas, porque todos os grandes jazzistas internacionais que passavam pela capital da Bélgica, de alguma maneira passavam por lá. O «velho» conhecia toda a gente e prestavam-lhe vassalagem. O Jazz era a sua vida, e os grandes jazzista internacionais seus amigos pessoais.
Ao fim de semana recebia uma revoada de alemães que vinham de Koln e Dusseldorf para passar as noites de sábado. Eram noites muito tensas para o dono da casa que tinha horror a alemães. Aliás, os alemães têem um comportamento absolutamente obsceno quando estão bêbedos. É asqueroso. Toda a gente conhece isso em toda a Europa.
Nós tinhamos uma pequenina tertúlia aos Sábados à noite, entre Portugueses, Brasileiros, 2 Chineses e 1 Russo, que estavam fazendo o curso de «linguas aplicadas», e bebíamos imenso e ríamos alto para enfrentar os alemães que nas mesas do lado nos desconsideravam e insultavam em «tudesco», que todos nós entendíamos suficientemente bem. Aliás, os únicos ignorantes ali eram «eles», que quando se dirigiam ao balcão a pedir fosse que fosse em alemão, o dono respondia em francês dizendo que não os entendia. Eu sabia que o dono do Bar era Flamengo, portanto entendia perfeitamente o alemão.
A Bélgica tem aquele grave problema de ter sido feita de partes de 2 países, depois da Segunda Grande Guerra, em que constituiram um país com duas línguas: o francês e o holandês. Nunca se entenderam. As línguas são obrigatórias, desde a primária até à universidade. É um país extraordinário, onde a 3ª lingua obrigatória é o inglês, e têm opção adicional para qualquer outra língua do mundo. Ali, toda a gente fala no mínimo 4 idiomas, e compreende perfeitamente toda a gente, desde o português ao russo.
Cristhophe, que dividia o apartamento com meu amigo Zé, ía muito reluntamente connosco ao Clube de Jazz, porque detestava «aquela música». Era muito jovem, deslumbrantemente bonito, com maneiras francesas muito educadas, filho de excelentes famílias. Fugiu à familia porque era «gay», e vivia à larga em Bruxelas como empregado de mesa que, se o pai tivesse conhecimento, teria tido um AVC, no mínimo.
Constituiu-se como meu «guia» de cidade quando eu lhe disse que queria conhecer o «le bas-fond».
Era um moço muito inteligente e extraordinariamente polido, falava quase correctamente o português, saberá Deus porquê!
Corremos então, contra a opinião de Rosy, até às Galeries de La Reine (Konningingalerij), que davam acesso a todos os bares de «mau tom» da cidade. Desde bares de putas a Gay Bares.
Foi muito educativo, sobretudo o «Why Not» e «La Cage» onde fui introduzido à Mafia local para poder entrar.
A «Mafia» era composta por uma série de adolescentes da Tailândia ou coisa semelhante - que eu não entendia o idioma - e que «governavam» literalmente as discotecas. Primeiro tinhamos que ser apresentados ao líder e ser aceites, para estarmos à vontade. O «líder» era uma espécie de gaiato de 14 anos, ridículo e pequenino, rodeado de capangas, do tipo "O Padrinho", que não tinha qualquer hesitação em mandar-te espancar ou mesmo matar, se isso apenas lhe passasse pela cabeça, porque não gostava do teu comportamento reverencial. Uma coisa inacreditável num país tão civilizado. Ainda assim, entrei no jogo, ou poderia sofrer alguns desagradáveis dissabores.
Depois da apresentação suponho que lhe caí no «gosto» porque fez sinal ao Barman e caíram vários whiskies na nossa mesa já pagos.
Rosy seguiu-nos, e embora tivesse sido informada pelo Christophe que o Bar era Gay, e era proibida a entrada a mulheres, vestiu-se de homem e tentou a entrada.
Diego era o porteiro, um español muito atento... e descobriu que ela era mulher. Portanto não pode entrar. Ficou irritadissima várias horas há espera lá fora que eu saísse da minha aula educativa de «Bares Gay».
Diverti-me imenso. Mesmo com a Máfia por perto vigiando tudo.
É claro que tudo aquilo era uma espécie de canibalismo e tráfico humano. Muito assustador. Divertidíssimo para quem está bêbedo a cair.
(to be continued)
João do O'Pacheco

MOMENTOS ÚNICOS -Tony Bennet and Michael Buble

sexta-feira, 3 de abril de 2009

DEUTER - Garden of gods-Temple of silence

É uma dedicatória à minha poetisa Brazuca, Clivània Teixeira, pelo poema que me enviou.
Obrigado

"amar, a quintessência da alma"


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respirar a essência do sentir

e falar das sensações

do enlace que não sabe o toque das mãos

neste momento em que guardo das palavras

os segredos do indizível

de que jeito dizer no verso

sobre o aconchego do ninho

sem a força do abraço

ainda assim vens

com o requinte do imponderável

como um botão que desabrocha

dissonante da flor que o acompanha

é tanto o encanto que sorrio

apequeno-me na glória de te pertencer

e assim ínfima recosto-me

neste peito que sabe

as coisas bonitas do imaginário

és perene e me permaneces

e destes absurdos que só os poetas dizem

digo-te és para sempre

nesta quintessência de infinitos

eu te perduro numa forma universal

onde o corpo é o intangível

afinal é na alma que te tenho

assim como o som da criação

riscas-me em traço célere

na unidade da emoção

o apelo que aquece as formas do íntimo

é este calor que me molda

é neste ser que arde em essência

que me transformas

fazes-me sentir viva e feliz

pois és todo o céu

que preciso haver em mim

é na paz do firmamento

é unindo as estrelas

que ainda soletro o teu nome

 

© Clivânia Teixeira

(da minha querida amiga no Brasil)



GRANDES INTERPRETES - Sarah Brightman - Tú

AS AVENTURAS DE JOHNJOHN EM BRUXELAS: A chegada

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Acordei sobressaltado com a paragem do comboio. Rosy estava ao meu lado e olhava-me acusadoramente.
- Estás a dormir há mais de 4 horas! E eu a olhar a porcaria da janela que só mostra negro, parece uma TV avariada!
Estava irritada. Eu já sabia que quando estava assim, não havia nada a fazer, por isso calei-me.
- Mas pela linda paisagem que vi, continuou ela no mesmo tom, deve estar um frio de morte. É bom que vistas o sobretudo.
Ainda estremunhado, e cheio de dores da posição em que dormira, perguntei-lhe:
- Chegámos a Bruxelas?
Com a sua irreverência habitual de quando estava enervada respondeu: «Não comprámos bilhetes para a Lua, pois não? Portanto, deve ser Bruxelas, porque é final de linha!»
Achei que o melhor era calar-me e já que estava com energia, ainda que negativa, que dirigisse os trabalhos.
Lá fora estava um frio de morte. A placa das horas e do termómetro da Estação marcava 7ºC abaixo de zero.
A primeira coisa que Rosy fez foi embirrar com o bagageiro. O rapaz era cordato e educado e estava enregelado de frio naquela plataforma, e para aquelas horas da madrugada estava a tentar ser minimamente profissional.
Quando finalmente chegámos a um acordo sobre o transporte das bagagens, entrámos na Estação devidamente aquecida. Rosy sentou-se no cadeirão bufando de raiva.
- Vai beber qualquer coisa, pelo amor de Deus, um café, uma cerveja ou um whisky, mas desaparece-me daqui que não há quem te ature. São 5 e meia da manhã e estou estafado, e não tenho a menor pachorra para te aturar! - disse-lhe com alguma severidade, depois de ver o tratamento que dera ao bagageiro. Ela saiu para o Bar da Estação. Quando voltou estava mais animada e trazia pequenas amostras de garrafas de whisky para bebermos.
Fui entender-me com o vendedor de bilhetes perguntando se havia alguma praça de Taxis perto. Disse-me que existia uma no final da rua, a uns 100 metros dali.
Tinha nevado no dia anterior e, muito embora tivessem destribuído sal para derreter a neve, o abaixamento da temperatura tinha feito uma pequena película de gelo no solo que era extremamente escorregadía.
Eu não estava disposto a andar 100 metros sobre aquele falso passeio, com malas pesadas, para chegar ao parque de Táxis e não encontrar nenhum àquela hora da madrugada.
Pedi ao rapaz da bilheteira se seria possivel chamar um RadioTaxi que eu pagava a chamada.
Os Belgas são pessoas educadíssimas, e de uma cordialidade desarmante. O rapaz telefonou a chamar um Táxi e nem me cobrou a chamada, e ainda me pagou o meu agradecimento com um sorriso.
Quando o Táxi finalmente chegou e transportámos a bagagem havia uma decisão a fazer: ir para um Hotel ou dirigirmo-nos à casa do nosso amigo que nos esperava.
Resolvemos que para poupar dinheiro iríamos directamente para a casa do nosso amigo. O problema é que só tinhamos o endereço e nunca nenhum de nós estivera na cidade. Confiámos por isso no motorista do Táxi.
Rosy tinha tido uma boa ideia quando fôra ao Bar buscar as pequenas garrafas de whisky. Comprara um mapa da Cidade.
Nós sabíamos que a rua ficava algures na Chaussée d'Ixelles, uma transversal, e transmitimos isso ao taxista.
O homem entendeu «Chaussée d'Ixelles» mas foi tudo. Era Polaco. Foi na altura em que a Bélgica se viu invadida por polacos fugidos ao regime, ou simplesmente para ganharem mais alguns tostões.
Compreendemos em alguns minutos que o homem não falava nem francês, nem inglês, nem flamengo... enfim, falava Polaco e sorria muito.
Enquanto subíamos e descíamos a «Chaussée», em busca da morada que ele desconhecia em absoluto, o homem teve uma atitude irrepreensível: desligou o taxímetro. Abriu as mãos e disse-nos: "je ne sais pas".
Rosy abriu o mapa e passámos alguns minutos olhando as ruas perpendiculares à Calçada.
Mais tarde entendemos que só quem não fosse da cidade não conheceria a Ernest Solvay, que tinha um «restaurant de charme» exactamente em frente á casa do nosso amigo.
A casa tinha sido, em dias melhores, uma antiga mansão senhorial, agora dividida em apartamentos por andares e alugada a emigrantes.
O taxista, numa conversa arrevesada em polaco, que ninguém percebeu, tirou as malas do carro, cobrou-se da sua «corrida» - ou metade dela, porque o taxímetro há muito fôra desligado - cumprimentou-nos amavelmente retirando o boné e partiu.
Ficámos no meio da rua, com sete graus negativos, batendo a uma porta que eventualmente seria a do nosso amigo.
O dia despontava. A porta do prédio estava encerrada, e não se via botões de campaínha à vista, portanto decidimos bater à porta. E batemos com força. Estava muito frio!
Surgiu uma criatura extraordinária com papelotes na cabeça e um roupão vermelho estampado com borboletas douradas. Falava italiano. Rosy que trabalhara na «air liquide» sabia falar italiano e explicou-lhe quem procurávamos. A «signora» facultou-nos entrada para o 1º andar não antes de gritar, à boa maneira italiana pró primeiro andar, "Signor Jose, lei amici sono arrivato!". Ela era cabeleireira e dominava o rez-do-chão com o seu Salão de beleza.
Houve balbúrdia no andar de cima e seguiu-se uma correria escadas abaixo do Zé, e do seu companheiro de apartamento, um francês chamado Christophe, que nós não conhecíamos.
Muitos abraços, apresentações, muitas conversas umas sobre as outras em vários idiomas. A italiana estava deliciada, e subiu com os seus papelotes na cabeça e o seu roupão de borboletas douradas para tomar um Chardonnay e conhecer os novos amigos, porque ficava muito emocionada por ver reencontros.
Ao terceiro copo a italiana já chorava e contava-nos histórias de Nápoles e da sua quinta da família; Christophe, por seu turno, como tinha fugido da família em França e tinha vindo ser empregado de balcão para Bruxelas. E nós contávamos a viagem.
A manhã nascia definitivamente.
Meu amigo tinha uma casa minimalista, ou melhor, sem móveis. A sala era enorme mas por curioso que pudesse parecer não tinha móveis. Apenas uma aparelhagem de stereo. A única zona habitada da casa parecia ser a cozinha, que tinha mesa e cadeiras, e as coisas necessárias para manter produtos refrigerados e armários para utensílios. Portanto eu e Rosy ficámos com a Sala. Estendemos 2 colchões no chão, ao lado da lareira, e instalámo-nos. Dormimos porventura umas boas 12 horas.
Christophe veio acordar-nos de súbito no dia seguinte.
- Vite, vite... venez voir! C'est une surprise!
Da janela inglesa suspensa sobre a rua vi pela primeira vez nevar em toda a minha vida.
(to be continued)
João do O'Pacheco